O GRANDE ROMANCE SOBRE RELACIONAMENTOS


É óbvio que existe uma teia complexa entre o que um autor vive e o que escreve. Se estou há alguns anos sem escrever praticamente nada sobre relacionamentos, há uma série de explicações, obviamente ligadas à minha vida pessoal.

Há 3 anos eu estou com um romance guardado em mim. Não está “estruturado”, nunca esteve, neste período. Aliás, nunca pensei nele. Mas sempre soube que ele estava aqui. Porque o que vivi foi tão recheado de aprendizados que eu sabia que, se resolvesse escrever sobre esse vivido, poderia escrever “o grande romance sobre relacionamentos”. Não “o grande romance” da literatura universal. Simplesmente o meu grande romance.
Porque um autor escreve apenas um livro realmente bom no decorrer de sua vida. O resto é “parte 2″, para sobreviver, para requentar a “fama”.
Mas talvez faltasse a conclusão. Hoje acho que não falta mais.
Pode ser que falte outra coisa: disposição para enfrentar o hercúleo de escrever 200 ou 300 páginas. Mas esta é a primeira. Que será descartada, posteriormente; o processo é assim mesmo.
Um projeto para o próximo ano? Não, sem datas. Indo conforme o vento.
Eu não penso mais em escrever “livros”. Isso é século XX, ainda. Livro “de papel” é só a cereja do bolo. E muitos bolos funcionam muito bem sem cerejas. Penso em entregá-lo aqui, em todas as suas fases de criação, conforme for saindo.

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(não será publicado)

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